terça-feira, 9 de novembro de 2010

Senhor Dito Paulista!!

Bem, hoje é Domingo e estou aqui pensando em um novo texto para o meu blog... tenho conciencia que não sou muito bom nessa coisa de escrever, e ainda mais que num momento de transbordamento de emoções por ocasião do casamento do meu filho, eu consegui passar para o papel, ou melhor para a tela? Há sei la!! Consegui escrever e expressar  o que estava sentindo com clareza, entendi que a responsabilidade aumentou... afinal eu não posso ser um homem de um texto só né? E confesso também que os momentos vividos por ocasião do casamento foram tão marcantes que eu gostaria que se perpetuassem, e sei que no momento da nova postagem aquele acontecimento ficara em segundo plano, pelo menos no blog né, já que na minha mente permanece e a acho que ficara tudo muito vivo por muito tempo. Já pensaram que tem coisas que acontecem na vida da gente que não queremos de maneira alguma que fiquem pra traz? Mas a vida não para de nos trazer coisas novas e sempre nos chamando as falas e nos dando banho de realidade. Então pensei porque não escrever sobre o meu sogro que faleceu com 102 anos?...Alguém ai se habilita a viver tanto? Mas não falo em apenas se manter vivo esperando o tempo passar, e sim em viver de verdade, tendo uma infância legal, uma adolescência alegre, uma adultice digna de ser lembrada e servir como referencia para casais que já não ligam mais para os valores que foram tão importantes para ele. Diversas vezes testemunhei um extremo carinho dele para com a minha sogra, mesmo ele já com 100 anos, tentava cuidar da esposa, se ela adoecia ele ficava inquieto, ficava a olhando como que pensando em uma maneira de resolver o problema de saúde que na maioria das vezes nem era tão grave, mas o Sr Dito Paulista como era conhecido por aqui demonstrava claramente que se pudesse absorveria qualquer coisa ou qualquer dor para preservar a sua mulher... Também testemunhei vezes que silenciosamente correram lágrimas em seus olhos talvez motivadas pela conciencia de que a vida já estava lhe mostrando que a separação definitiva, pelo menos no plano terreno já estava próximo. Convivi estreitamente com ele em seus últimos dias e juro que me espantou o tanto que este homem se preocupava com a “amada” pois entre um delírio e outro quando em momentos de conciencia ele falava repetidas vezes: Por favor cuidem da Maria... Cuidem das coisas da Maria... E assim foi até o seu ultimo suspiro, me parecendo que ele já não se importava consigo e sim com quem ele iria deixar seguindo pela vida. Contei isso pra deixar claro que eu gostaria de ser como ele.  Viver com dignidade por 102 anos eu posso garantir que é pra pessoas especialíssimas.
Vá com Deus Sr Dito Paulista!! Nós ficaremos por aqui tentando imita-lo. 
1909 - 2010

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Eleições 2010...Em cima do muro, eu?



Será que dá para acreditar em pesquisas num Brasil tão corrupto quanto o nosso?
De acordo com o Datafolha, indecisos somam 4%. Mas algo me diz que esse número é bem superior.  Estamos a menos de 48 horas do segundo turno das eleições e tudo que sei é que ninguém merece o meu voto.        
    
Estou em cima do muro?
Sinceramente, essa é a eleição mais hipócrita que vou participar. Desde o lançamento das candidaturas, até o embate final neste domingo, fomos presenteados com um festival de denuncias. De dossiê fantasma a quebra de sigilo na receita, passando pela lei da ficha limpa (será que pega?). Como esquecer o caso do apedrejamento de bolinha? Pra fechar que tal uma dose de falso moralismo em relação a polêmica do aborto, que feio! Só pra agradar a igreja, porque será?

Por : Rosana Gabriela - (Twitter : @jornalistaPr)


Vamos aos candidatos, que de fato estão consumindo o meu sono nesses dias.  De um lado a temos a “companheira” Dilma Roussef(PT),  sempre  segurando a bandeira de mãe e na ponta da língua  o famoso discurso  “vou ser a  1ª presidenta do Brasil”. Ah sim, claro utilizando o gancho eleitoral da miséria atenuada no nordeste, após a implantação dos programas “luz para todos” e o “bolsa família”.

Particularmente, poderia se chamar bolsa esmola, distribuir renda sem planejamento adequado é muito amador, ou não! Na política nada é simplesmente por um acaso. Quem vai querer perder a mamata?  Na prática é assim: dinheiro = a alguns filhos na escola ou dinheiro = a consulta do pré-natal.  Sinceramente, como mulher não me sinto representada, será que sou machista?

Do outro lado, o ex- ministro da saúde José Serra (PSDB).  No seu programa avançaremos, e serão muitos investimentos, obras intermináveis, mais fantasiosas que a transamazônica. Você já deve ter observado que mais de 90% de suas propostas contemplam a saúde. Como diria o ex-candidato Plínio de Arruda Sampaio (PSOL):“hipocondríaco”.  Pior que isso, somente a amnésia bem conveniente que acometeu o candidato há algumas semanas. Poxa vida, alguém ai conhece o tal Paulo Preto? 

Enfim,  nada de novo, tudo quase que Ctrl C seguido de Ctrl V, um mudança nos nomes das “pseudo-s propostas”. Mas no frigir dos ovos, faz tudo parte da mesma omelete. Evidente, para tapear os eleitores e manter o clima lúdico, temos as cores e os símbolos: Estrela e tucano. 

Não deveria ser facultativo o meu direito de escolha? Tem coisa mais irritante do que a obrigatoriedade voto?  Se este fosse verdadeiramente um país democrata, eu  nem estaria aqui vomitando a minha indignação.  Quer prova mais específica de que não temos liberdade de escolha?  Pra que serve mesmo o titulo de eleitor? 
O mais irónico é que a eleição vai ser no dia das bruxas, perfeito!  Será um recado dos céus?
Boa sorte a todos!


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

INGRATIDÃO É UMA FORMA DE FRAQUEZA.

Ingratidão é uma forma de fraqueza. Jamais conheci homem de valor que fosse ingrato.

A frase acima é de autoria do Johann Goethe, dificilmente hoje eu ouviria uma frase que retratasse tão bem o que estou sentindo... Não que eu faça algo para meus “amigos” esperando algo em troca, mas também não sou tão altruísta assim a ponto de não querer reconhecimento, mas quando você se dedica a fazer algo por algum amigo e percebe que tudo o que foi feito não foi digno de um simples agradecimento ou pelo contrario depois do favor feito esse amigo simplesmente te vira o rosto e ainda por cima diz que não merecemos nem um aperto de mão a dor é imensa.
Quantas vezes nos dedicamos a um amigo mesmo sabendo que no futuro as coisas podem não acabar assim tão bem? Quantas vezes deixamos nossa privacidade de lado para dar apoio à determinada pessoa que você julga de bons princípios?
Pra que eu não fique só lamentando sem falar do que se trata minha queixa vamos aos fatos....
Tenho ou tinha um amigo desses que as pessoas não valorizam, desses que anda pelas ruas morando aqui ou acolá, cuja perna ele havia quebrado em um acidente quando estava bêbado e se envolveu em um acidente, perna essa que estava em péssimas condições... Pois bem! Recolhi esse amigo em minha casa e me dediquei incansavelmente a conseguir tratamento para ele, briguei com pessoas, pedi favores pra outro tanto de pessoas, fiz diversas viagens em clínicas e hospitais haja vista que aqui em nossa cidade não tem esse tipo de atendimento, até que conseguimos que ele fosse operado... Mas nos dias que antecederam a cirurgia ele em um momento de embriaguez me contou que no dia anterior 2 cães da vizinha escaparam do canil e mataram alguns pintainhos no sitio, e ele pegou os cães pelas patas traseiras e os bateu contra o solo até que ficassem esmagados.
Fiquei sem fala... pois sabedor de quanto gosto dos animais senti um certo prazer da parte dele em me narrar essa monstruosidade. Então eu lhe disse que a amizade dele não mais me serviria, e que continuaríamos com os procedimentos referentes ao tratamento dele, mas pararíamos ali nossa relação de amizade. Pois bem!! Tudo correu como planejado, ele foi operado, esta se recuperando, tanto que já esta caminhando e eu o encontrei entre outros amigos, pois aqui é uma cidade pequena e, portanto esses encontros são normais... Estendi lhe a mão e perguntei como estava e para minha surpresa ele virou as costas me dizendo que não pegaria na minha mão pois eu não presto porque o ofendi repreendendo-o por causa de simples cachorros.
Sei que é piegas isso que contei, mas não me importo, pois funcionou como um desabafo, mesmo porque a finalidade deste blog é esta mesmo!! Falar coisas do COTIDIANO.
E só me resta deixar um recado pra quem não merece fazer parte de nossas vidas:
Tchauzinho, já vai tarde!!

domingo, 26 de setembro de 2010

FILHOS HERÓIS!!

Pode ser que daqui a algum tempo nós poderemos ser mais, muito mais que pai e filhos.                            
Sim foi copiado da musica do Fábio Jr.. Acabei de ouvir essa musica e me lembrei dos meus filhos!  filhos que fazem tanta falta!  filhos que por muitas vezes fizeram muita falta. Quantas vezes eu me senti “órfão” de filhos. Não sei se existe palavra que defina ou mesmo qual é a palavra adequada para definir a dor da ausência dos filhos. Mesmo sabendo que a vida segue como um rio bravo, e que se a gente não seguir a correnteza ela nos arrasta, mesmo ouvindo velhos chavões de que criamos os filhos para o mundo, quando bate a saudade a razão nos falta.
 Eu sei que pode parecer um choramingo da minha parte, mas é muito difícil a adaptação nos tempos modernos, dos filhos crescidos, dos filhos homens, dos filhos com os próprios interesses. Fico pensando em quando nos reuniremos novamente, em quando passaremos um dia inteiro juntos, e confesso que não tenho muitas expectativas de que aconteça isso. Lembro me que também já fui filho e hoje penso nas expectativas que o meu pai também teve, e fico em duvida se correspondi a algumas delas ou não. Afinal hoje já aprendemos que falar as coisas do coração já é mais fácil e natural. Me lembro do meu pai as vezes sentado na varanda de casa, fumando um cigarro "escondido" e aparentemente pensando na vida; pensamentos estes que hoje imagino serem parecidos com estes meu. 
Meu pai cometeu muitos erros na função de pai, e sei que eu também os cometi, e acho que alguns deles meus filhos estarão passiveis de cometer também. Já vi diversos filmes onde pais e filhos em determinado momento la no fim da vida derrepente se encontram e “lavam as almas” colocam suas queixas e angustias um para com o outro e tudo se resolve. Sei que nos folhetins a coisa é mais simples. Mas devemos esperar o tempo resolver as diferenças? Afinal somos pessoas cultas e de boa vontade; mas na pratica não funciona assim né. Hoje meus filhos são meus heróis; bem que eu gostaria de ter sido o herói deles mas talvez algum erros dos que cometemos em abundância vida afora possa ter impedido isso. De qualquer maneira eu quero pedir aos meus filhos que perdoem essa minha insegurança! Eu os amo viu meninos!!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O CASAMENTO DO MEU FILHO.

Neste final de semana vivi momentos memoráveis inaugurando condição de "sogro"; Confesso que vivi momentos de ansiedade diante de tudo o que envolveu o evento, fui conversando e recorrendo a pessoas que me deram toques e dicas pois ou já tinham vivido a experiência pessoalmente ou já tinham tido experiências profissionais ou mesmo tinham o bom senso, coisa alias que costuma faltar a mim quando sob pressão. Eu procurei chegar em Curitiba com 2 dias de antecedência pra ir me acostumando e vivendo o clima do evento, mas confesso que fiquei ainda mais preocupado, pois nada foi preciso eu fazer, não tive que organizar nada, não tive que comprar nada, não tive que dar um telefonema sequer, ai pensei: é realmente sou um intruso nesse evento. As coisas de desenharam ainda mais difíceis pra mim, quando num primeiro encontro desde que eu estava na cidade me filho me perguntou se eu teria algo contra em participar da cerimonia ao lado da mãe dele, haja visto que somos separados e ambos já casados e seguindo nossas vidas ao lado de outras pessoas. Confesso que fiquei ainda mais apreensivo mas não poderia negar isso ao meu filho, e la fomos nós. Me vesti para o evento com minha melhor roupa, tentei ficar bonito interna e externamente tentando fazer com que nada desse errado, cheguei com certa antecedencia ao local do casamento pois o meu filho me pediu pra que eu o levasse la...me senti começando a participar (precisamos de pouco né?...rs). O frio na barriga aumentava na medida que iam chegando os convidados, ainda mais que aquele ambiente sofisticado não me deixava relaxar. Mas para meu conforto descobri que tinha uma pessoa responsável pelo cerimonial e me disse pra ficar tranquilo pois ela seria o "anjo da guarda" dos pais do casal, e para minha surpresa e otima surpresa incluído entre os "pais do casal" estavam minha atual esposa e o marido da minha ex e eles tiveram a sua parte também destacada na cerimonia e isso foi muito bom e tranquilizador tanto pra mim quanto pra mãe. Tudo correu lindamente, a noiva estava divina, tivemos uma cerimonia de casamento sem cunho religioso, que durou aproximadamente 20 minutos, da qual participou o coral da UFPR e no final a minha nora cantou lindamente uma musica que meu parco conhecimento não identificou mas minha emoção sim ela foi perfeita e emocionante me levando as primeiras lágrimas e então o sentimento de amor pelos meus filhos vieram a tona com a força toda... Realmente eu os amo com amor incondicional. Fomos então para um ambiente reservado aos pais dos noivos para fotos e para o champanhe, confesso que me senti "o proprio gas do champanhe!". Seguimos então para o salão da festa onde estavam os convidados já em clima de baile e entramos triunfalmente enquanto a banda tocava (essa eu me lembro...rs) "Have You Ever Seen The Rain?"  Fizemos então um brinde ao casal enquanto nos telões eram projetadas fotos da infância da noiva e do noivo, cuja foto que mais fez sucesso, foi sem duvida uma em que eu apareço segurando o meu filho recem nascido, onde todos acharam que era uma montagem onde meu filho aparecia com ele mesmo nos braços...Chorei!!! 
Bem... ai rolou a festa... e que festa!!!! Obrigado BRUNA E THIAGO!! Eu os amo. E que venham os netos.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

QUANDO OS FILHOS CRESCEM

                       Há um exato momento na vida que todos nós pais paramos e em profunda reflexão chegamos à conclusão de que estamos nos sentindo órfãos. Percebemos que os filhos crescem de um momento para outro e muitas vezes não damos conta de como o tempo passa. Quando nasceram, tão pequenos e frágeis, os primeiros meses pareciam intermináveis nas noites em claro que passamos, revezando aos estímulos em uma ansiosa expectativa do melhor.

                        Então, um dia, de repente, se tornam adolescentes. Os passeios nos finais de semana e férias compartilhadas já são entre colegas. O menino com os primeiros fios de barba e a menina se transforma em mulher. É o momento dos vôos para além do habitat doméstico. Antes que eles cresçam, tudo o que os pais podem dizer a seus filhos não é ouvido pelo mundo, mas não tenha dúvidas que ecoará por toda a eternidade. É o momento em que todos que são pais se perguntam, onde estão aqueles bebês? Onde estão os brinquedos, as roupinhas, as historinhas do faz-de-conta, os heróis, nossos heróis invencíveis das batalhas imaginárias? E continuamos ainda a refletir que ontem eram crianças e hoje nos ensinam como melhor explorar os programas do computador e atalhos que ali se encontram à disposição. O tempo passou e nos cabem as recordações.

                        Surgem as viagens para a praia e as excursões que apagam a cantoria infantil e os eternos pedidos de sorvetes. Esta voz foi substituída pela conversa animada com os colegas com que compartilham suas alegrias. E novamente como uma emoção abstinente, em profunda reflexão do nosso eu interior é que nos sentimos órfãos de filhos. A impressão que passamos a ter é que realmente eles dormiram crianças e em nosso sono eles despertaram adolescentes, como num passe de mágica. É o momento da saudade dos dias que se foram, tão rápidos. Mas também é o momento em que nos sentimos fortalecidos pelo dever cumprido. Talvez um sentimento de que poderíamos ter deixado de lado alguns afazeres sempre contínuos e ter brincado mais com eles, compartilhado das tarefas escolares, ouvido mais, suas conquistas e aventuras, suas primeiras decepções ou seus medos, possa permanecer. São tempos que não retornam a não ser a oportunidade do resgate na figura dos netos que nos compete esperar. A vida é bela, nada se perde, tudo se transforma.

                        Queridos pais, a partir deste exato momento, estejamos mais com nossos filhos, com um sentimento de gratidão e harmonia, pois a existência é tão breve e as oportunidades tão preciosas que tudo o mais que tenhamos e que nos preencha o tempo não compensará as horas dedicadas para estarem conosco. Não economize abraços e atenção porque nosso comportamento determinará a felicidade do crescimento proveitoso dos dias úteis do futuro. A vida é um fluxo continuo de energia e vibração, pois a criança criada com carinho aprende a ser afetuosa. Toda mensagem de atenção ao próximo é um exemplo de solidariedade que é passada pelos pais aos filhos e por se dizer pela hereditariedade e pela espiritualidade. Já fomos crianças e sabemos que no dia-a-dia eles aprendem que o ser humano e seus sentimentos são mais importantes do que o simples sucesso profissional e quanto vale a vida por todas as experiências que virão na atual existência.

                        Deus te escolheu, você foi a escolha, alvo de sua missão e segue.na mesma proporção de que Deus, mais do que escrever certo por linhas tortas, transmite a cada um de nós a sua força criadora e transcendente, a mesma que dá suporte a todos os fenômenos que se manifestam no Universo e em nossa realidade, em essência, as crianças sempre aprendem e reproduzem o que vivem. Você nasceu para vencer. Bom dia e boas energias. Eu acredito em você.

Gilberto Pompermayer - Perfil do Autor:
Gilberto Pompermayer é conferencista motivacional, psicanalista, biólogo, pedagogo,educador holístico e especialista em engenharia humana, saúde e educação. Estudioso com grande e profunda experiência e conhecimento na mente e na natureza humana. Exerce clínica psicanalítica e organizacional com ênfase motivacional, comportamental, educacional e vocacional. Freqüentemente escreve e publica artigos em sites, revistas e jornais.

www.gilbertopompermayer.ipira.net

O TAMANHO DAS PESSOAS

O tamanho varia conforme o grau de envolvimento. 
Uma pessoa é enorme pra você, quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado. 
É pequena quando só pensa em sim mesma, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente em quando teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas:a parceria nos sentimentos e nas ações. 
Uma pessoa é gigante quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento quando sonha junto com você.
É pequena quando desvia do assunto.
uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. 
Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichés.
Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas. Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que poderia ser grande. 
Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.
è difícil conviver com esta elasticidade; as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos.
Nosso agigantamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações. 
Uma pessoa é única ao estender a mão e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma.
O egoísta unifica os insignificantes. 
Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande...
É a sua sensibilidade sem tamanho. 
(em parceria com a Ercilia Ferraz)