sábado, 9 de abril de 2011

Um dia de um abril sem esperança...‏

 
Eu recebi esse mail da Karim, (@karim_kavier) esta mulher excepcional pela qual eu sinto um misto de admiração e gratidão.
 
Tem dias que a gente se sente, como quem partiu ou morreu..
meu dia foi assim..
divido com você minhas reflexões...
@karim_xavier
 
 
Hoje quando acordei, havia sol, coisa não muito comum em minha cidade...
Solzinho gostoso, daqueles que aquece carinhosamente...
Mas eu me sentia gelada. Nada aquecia, nada mudava a sensação gélida. Me dei conta: Acordei sentindo frio na alma...
Olhei pra mim e me dei conta dos efeitos das noticias de 7 de abril no Rio de Janeiro , realengo.
Uma musica tranqüila insistia em ser cantada em minha mente: "meu pequeno cachoeiro, vim pro Rio de Janeiro pra voltar e não voltei..."  como que buscando um alento  para o frio gélido que me abraçava.
Me dei conta da frase que retumbava  " o que acontece no mundo???"
Somos brasileiros, desabituados a tragédias e calamidades da natureza (ou éramos.. ou anda, quem sabe, educados para ficarmos alheios à elas... ainda não sei...)
As frases insistem: que sobreviverá a tanta violência??
As perguntas ressoam... como foi que ninguém viu este menino, hoje monstro, isolar-se, recriar-se como ser capaz de tamanha monstruosidade?
Como estamos sendo pais, professores, agentes sociais de transformação???O que foi que perdemos no meio do caminho???
Além disso, como estamos sendo vizinhos, amigos, participes de comunidades??
Quando foi que a invisibilidade social passou a fazer parte da vida, como se fosse natural??
Quanto mais penso, mais angustia sinto, mais gélida fica minha alma...
Como mãe, não consigo colocar-me no lugar destes pais sem sentir uma dor que é maior que todas as dores juntas, nem sem sentir um desespero e tamanha impotência que também são maiores que todos os desesperos juntos...
Não há o que dizer, não há o que fazer, não há grito que consiga expressar ou tirar de dentro o que se sente...
 
Como profissional, vislumbro a longo prazo, a possibilidade do viver com o que restar , da melhor maneira possível, com toda a dor e  angustia subjacentes que irão os acompanhar pelo resto da vida... Vislumbro a possibilidade de usar a enorme energia da dor em fonte de transformação social...Mas em alguns momentos, hoje, eu duvidei disso...
Como mãe e profissional me pergunto onde foi que nos perdemos? O que foi que esquecemos no meio da caminhada?? Esquecemos que o cuidar é parte do papel de pais? Esquecemos que como educadores precisamos perceber, compreender, olhar para o educando??
Como colegas, esquecemos o respeito, a compreensão, o afeto??
Como seres humanos esquecemos o que é ser gente, ou nos esquecemos que o outro também é gente??
Minha alma continua gélida...
Pela primeira vez em minha vida, temi pelo futuro dos seres humanos...
Pela primeira vez na vida temi por meus filhos... e pelos seus.
 
Pela primeira vez na vida, nao consegui respirar e me refazer de esperanças para amanha...
Minha alma ainda esta gélida O calor nao me aqueceu...
 
Ainda assim...Ainda bem que amanha é um novo dia de abril...

sábado, 4 de dezembro de 2010

ESSÊNCIA




Por que eu tenho animal de estimação e você não? Por que sou de um partido político e você de outro? Com certeza somos diferentes na forma de pensar, sentir, agir e estar no mundo.
Os seres humanos têm diversas características e estão sempre mudando, isso às vezes, causa sofrimento por cobranças internas a respeito do próprio comportamento e o de seu marido, vizinho, colega de trabalho e demais pessoas ou grupos. Para que haja mais aceitação e menos culpas, vou tentar mostrar um pouco do que existe na diferença entre as pessoas.
Para começar, vamos definir a palavra ESSÊNCIA, que no mini Aurélio, encontra-se assim:
1.Substância                               
2.Óleo fino e aromático extraído de certos vegetais.
Quando pegamos, por exemplo, uma amora e esmagamos com as mãos, ela vai soltar uma substância vermelha que é característica própria dela. E se continuarmos experimentando a fruta, vamos perceber o gosto azedo/adocicado variando com a sua coloração. Está na natureza dessa pequena fruta a diferenciação na forma de conservação e uso, pois ela é mais vendida na fabricação de geléia e chega à nossa mesa para proporcionar sabor especial. Há os que não gostam, mas a vida é assim, cheia de contradições que temperam ou destemperam as relações humanas.
Cada pessoa tem a sua essência, assim como a amora conserva o vermelho/azedo/adocicado como características. O homem também é assim, cada um tem sua preferência, uns gostam de loiras e outros de morenas. Uns têm animais de estimação, outros não querem nem saber de chegar perto de bichos, apesar de gostarem deles em seu habitat natural e saber de sua importância no ecossistema.
E qual é o pecado em ser diferente? Qual a culpa? É justamente nas diferenças que os seres humanos são mais ricos e abrangentes. Há uma variedade de conhecimentos nas desigualdades entre os homens. Há escritores, leitores, poetas, músicos, comentaristas, humoristas e uma infinidade de campos de atuação em que as pessoas se expressam. Quando não gostamos de uma coisa inclinamos para outras diferentes, mas o importante nisso tudo é enriquecer com a troca de saberes e interesses que são os mais variados possíveis. É reconhecer a importância da diversificação e aproveitar para aprender.
A essência da pessoa precisa ser reconhecida e respeitada como algo próprio dela, nada de querer mudar características pessoais, mas refletir sobre elas e crescer. Saímos todos lucrando com essa variedade de comportamentos, sentimentos, emoções dos seres humanos que constituem uma riqueza a explorar. A essência é o que o homem tem de melhor para construir um mundo mais rico e de trocas permanentes.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

PACIENTE 38545


Texto escrito pela minha amiga e psicologa Karim...  Obrigado Doutora.

Como pessoa, sempre gostei de gente e sempre admirei a capacidade que o ser humano tem de levantar depois de uma queda, sacudir a poeira e dar a volta por cima.
Como psicoterapeuta, aprendi a buscar junto com meus pacientes esta possibilidade em todas as situações de vida e sempre me surpreendo. É absolutamente emocionante ver alguém de fato levantar e seguir...
Algumas historias são mais marcantes que outras e quando me coloco no lugar de um paciente, me pergunto: como eu lidaria com isso??
Vou contar pra vocês uma destas histórias marcantes, sobre alguém que sabe que é dele que falo e que me autoriza a assim fazê-lo.
 Me lembro que ele se denominava “paciente 38545”. Era um homem que fora muito bem sucedido profissionalmente, cercado de amigos que gostavam de iates, pescarias e churrascos em auto mar; casado há 20 anos , família estável, casa própria, estabilidade... tudo o que se pode desejar numa metade de vida.
Do dia para a noite, perdeu tudo: posses, casamento, amigos e os filhos se distanciaram.: João sem chão: da riqueza à miséria, da casa confortável a um quarto emprestado, da vida repleta de amigos à solidão... sim, João sem chão.
Num dia desses que ate o sol parece cinza, recebeu uma ligação do filho convidando-o para uma atividade na qual gostaria de ver seu pai.  João alegria: poderia retomar seu papel de pai.Uma luz no fim do túnel.
O que não esperava era “o outro” em seu lugar. De novo João sem chão, sentindo-se retaliado, preterido, abandonado...
João sem intenção mas de forte decisão toma seus remédios para apagar, não para morrer. Mas é mal interpretado por sua voz pastosa ao telefone dizendo: não vou...pois hoje prefiro morrer.
O que aconteceu então parece cena de filme de ação: Acordado de seu torpor vê luzes, sirenes , policias e olhos, muitos olhos: filhos, vizinhos, sobrinhos, curiosos, transeuntes. Levado ao hospital  de camburão por tentativa de suicídio com 3 comprimidos.: João aviltado, envergonhado,, João sem ação...
No hospital, o obvio: não havia nada errado. Avaliado, liberado, orientado para “não chamar atenção desta forma”... mandado embora.
De pijama e pé no chão, vagando pelas ruas num dia chuvoso e cinza: João desonrado.... Tomado de dor, vai atrás daquela que considera a causadora desta história de terror e encontra de novo viaturas de polícia à sua espera, giroflex, sirenes e uma cena digna de cinema/ação. Mas aparece então, de dentro dele, um João ação, movido pela dor que o engole e o cega. Quebra  a porta de vidro pra se fazer ouvir e querer compreender desesperadamente o que esta acontecendo, pois tudo é surreal.
Sem resposta, algemado, agredido, ferido por dentro e por fora: João pura dor...levado à força a um lugar, amanssado por um sossega leão qualquer.: João sem vida, sem honra...
Uma vez mais a dor o engole e ele então, esmurra aquela a quem ele atribui tanta injustiça e tamanha dor. Ah... Até hoje João sem honra, cansado me diz que esta atitude e só esta ele queria apagar. Não queria ter feito e Eu acredito... João arrependido e cheio de pesar.
Desespero, desonra, vazio... foi levado ao hospício, pois não há outro nome que descreva aquele lugar de manutenção da loucura...João Louco: A sensatez dentro da insensatez enlouquece, entristece, amortece...  João sem esperança...
João derrotado é convidado a pintar e faz então, uma linda borboleta. Ainda hoje não sabe o resultado daquelas análises psicológicas todas, mas eu gostaria de contar a ele (pois não sei se um dia eu contei) que a borboleta é o símbolo da transformação, da morte de algo que pode se transformar em outra coisa...
Seu filho, anjo da guarda sem asas, resgatou João tristeza deste lugar.
Ele levou em sua bagagem vergonha, desonra, incompreensão, mágoa e dor, Vergonha... muita vergonha.
        Me disse um dia que queria morrer e eu nunca acreditei. Mas sempre acreditei que ele gostaria de se ver naquela borboleta colorida. E eu o conheci lagarta. Então, algo precisava morrer para renascer. Percorremos um caminho , longo, as vezes escuro, outras repleto de possibilidades.
    Hoje, João feliz: Vida simples, interiorana, recasado com alguém que cuida e sabe cuidar, que ama e que se deixa amar. Reencontrou seus filhos, daquele jeito que é possível encontrar... Participou da formatura, do casamento e até dividiu o espaço com “o outro”. E pasmem... sorriu e conversou com a ex...
    João ainda com medo, se questiona sobre sua vida. Ainda tem magoas, ainda tem temores... Assim como todos nós....
       Era 38545
                    É João...

E eu, se voce me perguntasse como eu o definiria, eu diria:
Ele é esta musica:
Chorei
Não procurei esconder
Todos viram, fingiram
Pena de mim não precisava
Ali onde eu chorei
Qualquer um chorava
Dar a volta por cima que eu dei
Quero ver quem dava
Um homem de moral
Não fica no chão
Nem quer que mulher
Lhe venha dar a mão
Reconhece a queda
E não desanima
Levanta, sacode a poeira
E dá a volta por cima



João coração, nesta estrada quem tem que te agradecer sou eu....
Abração..
Karim Xavier... twitter @karim_xavier mail    karim.xavier2@gmail.com 

domingo, 14 de novembro de 2010

O Tempo


A meu pedido a minha nova amiga JUSCÉLIA SOUSA amiga  que  encontrei la no twitter como  @jusceliasousa e  dona do lindo  blog  PEDACINHOS...
http://jusasousa.blogspot.com/ Blog que eu recomendo a todos, escreveu gentilmente esse texto para o Cotidiano... Obrigado!! 



Ah, o tempo. Tempo de pessoas tão longe com vontade de estar perto.
Tempo de gente que ama as máquinas por medo de amar gente.
Gente que quer carinho mais esconde o afeto.
Por que medo?
Gente que quer sentir e não permite.
Sem tempo, sem tempo, sem tempo...
O que foi feito do tempo  da prosa, do café fresquinho?
Tempo do banho no rio e da cozinhadinha.
Tempo de criança e de esperança.
Tempo que não se perde no tempo.
Hoje temos sorrisos, abraços e gestos virtuais, quanta imaginação, só imaginação. Onde andas, sensações?
Não mais abraços,
Não mais o cheiro da voz de perto.
Não mais o rio, só esperança.
Por quê?
Falta tempo. Precisamos trabalhar, buscar, interagir, conhecer, superar... possuir.
Por quê?
Para alimentar a distância dos toques, das falas de final de semana, das prosas na padaria, do boa tarde e do bom dia.
Nesta evolução da nostalgia, a amizade ficando vazia, quero gente que goste de gente para sentir e cuidar...
Porque sou assim.
Sou gente que ama e quero estar perto.
Não tenho medo de gente.
Não escondo afeto.
Deixo sentir...
Gosto de café com prosa.
Banho de rio. Cozinhar sendo criança, tenho esperança.
Gosto de perder tempo sendo apenas “eu”.
Gosto de sorriso estampados, abraço apertado, voz no ouvido, sentir arrepio.
Gosto de amizades longas, pegar na mão, olhar nos olhos.
Caminhar lado a lado, largado ou abraçado.
Estando aqui escrevendo sobre o tempo em momento  virtual 
descobri a falta que tudo isso me faz...

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Senhor Dito Paulista!!

Bem, hoje é Domingo e estou aqui pensando em um novo texto para o meu blog... tenho conciencia que não sou muito bom nessa coisa de escrever, e ainda mais que num momento de transbordamento de emoções por ocasião do casamento do meu filho, eu consegui passar para o papel, ou melhor para a tela? Há sei la!! Consegui escrever e expressar  o que estava sentindo com clareza, entendi que a responsabilidade aumentou... afinal eu não posso ser um homem de um texto só né? E confesso também que os momentos vividos por ocasião do casamento foram tão marcantes que eu gostaria que se perpetuassem, e sei que no momento da nova postagem aquele acontecimento ficara em segundo plano, pelo menos no blog né, já que na minha mente permanece e a acho que ficara tudo muito vivo por muito tempo. Já pensaram que tem coisas que acontecem na vida da gente que não queremos de maneira alguma que fiquem pra traz? Mas a vida não para de nos trazer coisas novas e sempre nos chamando as falas e nos dando banho de realidade. Então pensei porque não escrever sobre o meu sogro que faleceu com 102 anos?...Alguém ai se habilita a viver tanto? Mas não falo em apenas se manter vivo esperando o tempo passar, e sim em viver de verdade, tendo uma infância legal, uma adolescência alegre, uma adultice digna de ser lembrada e servir como referencia para casais que já não ligam mais para os valores que foram tão importantes para ele. Diversas vezes testemunhei um extremo carinho dele para com a minha sogra, mesmo ele já com 100 anos, tentava cuidar da esposa, se ela adoecia ele ficava inquieto, ficava a olhando como que pensando em uma maneira de resolver o problema de saúde que na maioria das vezes nem era tão grave, mas o Sr Dito Paulista como era conhecido por aqui demonstrava claramente que se pudesse absorveria qualquer coisa ou qualquer dor para preservar a sua mulher... Também testemunhei vezes que silenciosamente correram lágrimas em seus olhos talvez motivadas pela conciencia de que a vida já estava lhe mostrando que a separação definitiva, pelo menos no plano terreno já estava próximo. Convivi estreitamente com ele em seus últimos dias e juro que me espantou o tanto que este homem se preocupava com a “amada” pois entre um delírio e outro quando em momentos de conciencia ele falava repetidas vezes: Por favor cuidem da Maria... Cuidem das coisas da Maria... E assim foi até o seu ultimo suspiro, me parecendo que ele já não se importava consigo e sim com quem ele iria deixar seguindo pela vida. Contei isso pra deixar claro que eu gostaria de ser como ele.  Viver com dignidade por 102 anos eu posso garantir que é pra pessoas especialíssimas.
Vá com Deus Sr Dito Paulista!! Nós ficaremos por aqui tentando imita-lo. 
1909 - 2010

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Eleições 2010...Em cima do muro, eu?



Será que dá para acreditar em pesquisas num Brasil tão corrupto quanto o nosso?
De acordo com o Datafolha, indecisos somam 4%. Mas algo me diz que esse número é bem superior.  Estamos a menos de 48 horas do segundo turno das eleições e tudo que sei é que ninguém merece o meu voto.        
    
Estou em cima do muro?
Sinceramente, essa é a eleição mais hipócrita que vou participar. Desde o lançamento das candidaturas, até o embate final neste domingo, fomos presenteados com um festival de denuncias. De dossiê fantasma a quebra de sigilo na receita, passando pela lei da ficha limpa (será que pega?). Como esquecer o caso do apedrejamento de bolinha? Pra fechar que tal uma dose de falso moralismo em relação a polêmica do aborto, que feio! Só pra agradar a igreja, porque será?

Por : Rosana Gabriela - (Twitter : @jornalistaPr)


Vamos aos candidatos, que de fato estão consumindo o meu sono nesses dias.  De um lado a temos a “companheira” Dilma Roussef(PT),  sempre  segurando a bandeira de mãe e na ponta da língua  o famoso discurso  “vou ser a  1ª presidenta do Brasil”. Ah sim, claro utilizando o gancho eleitoral da miséria atenuada no nordeste, após a implantação dos programas “luz para todos” e o “bolsa família”.

Particularmente, poderia se chamar bolsa esmola, distribuir renda sem planejamento adequado é muito amador, ou não! Na política nada é simplesmente por um acaso. Quem vai querer perder a mamata?  Na prática é assim: dinheiro = a alguns filhos na escola ou dinheiro = a consulta do pré-natal.  Sinceramente, como mulher não me sinto representada, será que sou machista?

Do outro lado, o ex- ministro da saúde José Serra (PSDB).  No seu programa avançaremos, e serão muitos investimentos, obras intermináveis, mais fantasiosas que a transamazônica. Você já deve ter observado que mais de 90% de suas propostas contemplam a saúde. Como diria o ex-candidato Plínio de Arruda Sampaio (PSOL):“hipocondríaco”.  Pior que isso, somente a amnésia bem conveniente que acometeu o candidato há algumas semanas. Poxa vida, alguém ai conhece o tal Paulo Preto? 

Enfim,  nada de novo, tudo quase que Ctrl C seguido de Ctrl V, um mudança nos nomes das “pseudo-s propostas”. Mas no frigir dos ovos, faz tudo parte da mesma omelete. Evidente, para tapear os eleitores e manter o clima lúdico, temos as cores e os símbolos: Estrela e tucano. 

Não deveria ser facultativo o meu direito de escolha? Tem coisa mais irritante do que a obrigatoriedade voto?  Se este fosse verdadeiramente um país democrata, eu  nem estaria aqui vomitando a minha indignação.  Quer prova mais específica de que não temos liberdade de escolha?  Pra que serve mesmo o titulo de eleitor? 
O mais irónico é que a eleição vai ser no dia das bruxas, perfeito!  Será um recado dos céus?
Boa sorte a todos!


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

INGRATIDÃO É UMA FORMA DE FRAQUEZA.

Ingratidão é uma forma de fraqueza. Jamais conheci homem de valor que fosse ingrato.

A frase acima é de autoria do Johann Goethe, dificilmente hoje eu ouviria uma frase que retratasse tão bem o que estou sentindo... Não que eu faça algo para meus “amigos” esperando algo em troca, mas também não sou tão altruísta assim a ponto de não querer reconhecimento, mas quando você se dedica a fazer algo por algum amigo e percebe que tudo o que foi feito não foi digno de um simples agradecimento ou pelo contrario depois do favor feito esse amigo simplesmente te vira o rosto e ainda por cima diz que não merecemos nem um aperto de mão a dor é imensa.
Quantas vezes nos dedicamos a um amigo mesmo sabendo que no futuro as coisas podem não acabar assim tão bem? Quantas vezes deixamos nossa privacidade de lado para dar apoio à determinada pessoa que você julga de bons princípios?
Pra que eu não fique só lamentando sem falar do que se trata minha queixa vamos aos fatos....
Tenho ou tinha um amigo desses que as pessoas não valorizam, desses que anda pelas ruas morando aqui ou acolá, cuja perna ele havia quebrado em um acidente quando estava bêbado e se envolveu em um acidente, perna essa que estava em péssimas condições... Pois bem! Recolhi esse amigo em minha casa e me dediquei incansavelmente a conseguir tratamento para ele, briguei com pessoas, pedi favores pra outro tanto de pessoas, fiz diversas viagens em clínicas e hospitais haja vista que aqui em nossa cidade não tem esse tipo de atendimento, até que conseguimos que ele fosse operado... Mas nos dias que antecederam a cirurgia ele em um momento de embriaguez me contou que no dia anterior 2 cães da vizinha escaparam do canil e mataram alguns pintainhos no sitio, e ele pegou os cães pelas patas traseiras e os bateu contra o solo até que ficassem esmagados.
Fiquei sem fala... pois sabedor de quanto gosto dos animais senti um certo prazer da parte dele em me narrar essa monstruosidade. Então eu lhe disse que a amizade dele não mais me serviria, e que continuaríamos com os procedimentos referentes ao tratamento dele, mas pararíamos ali nossa relação de amizade. Pois bem!! Tudo correu como planejado, ele foi operado, esta se recuperando, tanto que já esta caminhando e eu o encontrei entre outros amigos, pois aqui é uma cidade pequena e, portanto esses encontros são normais... Estendi lhe a mão e perguntei como estava e para minha surpresa ele virou as costas me dizendo que não pegaria na minha mão pois eu não presto porque o ofendi repreendendo-o por causa de simples cachorros.
Sei que é piegas isso que contei, mas não me importo, pois funcionou como um desabafo, mesmo porque a finalidade deste blog é esta mesmo!! Falar coisas do COTIDIANO.
E só me resta deixar um recado pra quem não merece fazer parte de nossas vidas:
Tchauzinho, já vai tarde!!